"A palavra ‘tradução’ vem, etimologicamente, do latim: carregar através. Depois de termos sido carregados pelo mundo afora, nós somos homens traduzidos. Supõe-se normalmente que algo sempre se perde na tradução; eu me atenho, obstinadamente, à noção que algo também pode ser ganho."

- Salman Rushdie, Imaginary Homelands

"(…) aqui que ele procurava estava diante de si, e, mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia a sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir : a surpresa daquilo que você deixou de ser e deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos."

- Calvino, Ítalo. As cidades invisíveis. pág. 28.

pontinho colorido de São Paulo

festival baixocentro

neve em uma cidade imaginada qualquer…

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“You With Air”, Young Magic

Source: SoundCloud / Carpark Records

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“Don’t Move”, Phantogram

Don’t you know you’re alive
Burning in the sky

Source: SoundCloud / Creeping Wave

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“Nightcall”, Kavinsky feat. Lovefoxxx

I’m gonna show you where it’s dark, but have no fear

Source: SoundCloud / capitanortega

aguas calientes, peru, dez 09

aguas calientes, peru, dez 09

iamana.org/sp


Você precisa saber que existe tudo entre todas as fissuras. Sempre os lugares tem alguém pra morar.

Por Lucas HUGE Ogasawara 

Você precisa saber que existe tudo entre todas as fissuras. Sempre os lugares tem alguém pra morar.

Por Lucas HUGE Ogasawara 


A visita não vê e o de casa não enxerga. Pouso invisível na cidade em turbulência.  

Por Lucas HUGE Ogasawara

A visita não vê e o de casa não enxerga. Pouso invisível na cidade em turbulência. 

Por Lucas HUGE Ogasawara

Text

”- É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa.”

”- As cidades também acreditam ser obra da mente ou do acaso, mas nem um nem o outro bastam para sustentar as suas muralhas. De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas.”

p. 44